†Sinfonia dos Mortos†


Domingo , 25 de Fevereiro de 2007


S ó eu sei o quanto ela é importante
O s dias que não estou ao teu lado são discordantes
M omentos marcantes a todo instante
E eu querendo não apenas ser seu ficante.
N unca fui tão feliz como hoje
T eus lábios macios pareciam estar cintilantes
E nquanto eu a  apreciava vago e  distante...

E u, para ficar ao teu lado
L argaria tudo pra fazer disso uma verdade
A penas preciso de você nesse instante.

 

 

escrito por --> Elder, Corpse Boy

Escrito por † Lord Sathonys † às 16:28:56
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Domingo , 04 de Fevereiro de 2007



Meus prazeres

Amar só por amar
Descrer só por descrer
Sonhar só por sonhar
D'ilusões endoidecer!...
Doestar o dark herético
Regressando das orgias
Erguer meu coração de cético
Por entre as romarias
Ser lapidado pela indiferença
Do ser que me não amas
Glorificar minha dor imensa
Da noite às cruvianas
Abominar o mundo
Sendo assecla do altruísmo
Ser cristão em leito imundo
Vomitar no cristianismo
Por entre falos rijos e viçosos
Ser a lúbrica vagina
Ser flor enjeitada nos destroços
Sonhando a paz divina
Me masturbar por fadas e mancebos
Ser puta, poeta, ufana cortesã
Sonhar que vibra em mim a luz dos febos
Que resplandesce o leito de minha irmã!
Esperar o que não vem
Ser sozinho... ser ninguém
T'idolatrar, te querer o bem...
M'endoidar em ti pensando
Sagrar-te lágrimas insanas
Vaguear te procurando
Mentir... dizer à lua que me amas!
E merencório e banzativo
Do meu porvir escarnecer...
Ser um pobre morto vivo
Eis aí o meu prazer!

 

 

Dedicatória às prostitutas, homossexuais, vagabundos e bebados...


(Senhor Cadáver)

Escrito por † Lord Sathonys † às 18:44:12
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Quarta-feira , 15 de Novembro de 2006


Miriam

Aquela que, desiludida,
Vai errando a murmurar queixumes...
Aquela que, gelada,
Vai tapando o coração com negros véus
Aquela que não crê nos céus!
Aquela que não crê na vida!
És lôbrega maldita, regelada de ceticismo
Do mais mórbido romantismo a produzir pavor!
És filha predileta da dor
És alma lacerada de amor
Tão-somente as pétalas caídas que a multidão pisou
Outrora talvez tivera asas
Que a lâmina da desgraça cortou!
Coitada, gelada, de sonhos despovoada
Cantando nênias, amargurada...
Desvairada a rir sobre o penhasco
Hipocondria que provoca asco à multidão
Letomania que me encanta o estrafegado coraçao!
Desditosa, infeliz, ludibriada, assombrada, sem norte...
Maldizendo a vida e adorando a morte
Apavorada, descrida, histérica, demente...
Cansada, consumida, flébil, doente...
Cheia de lamentos...
Cheia de terrores...
Não tem utópicos pensamentos,
Não tem ilusão de amores...
És fria, e, por ser fria...
Desperta-me as mais loucas concupiscências!
Demências, delírios, alucinadas convulsões
De prazer, de lasciva sofreguidão!...
Faz pulsar meu coração,
Ateia minhas veias!
Faz meu corpo escaldar!
Faz minha fronte suar!
É tão bom nela pensar...
É tão doce o devaneio
Que me masturbo a delirar
Minha boca sobre aquele seio!

(Senhor Cadáver)

Escrito por † Lord Sathonys † às 18:03:16
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Sexta-feira , 10 de Novembro de 2006


O homem que caminha no pântano de espinhos

 

Uma fogueira que no alto da montanha queimava
Hoje no fundo do mar se encontra
Uma chama que antes ardentemente queimava
Hoje apenas restos de cinzas sobrara
Um homem que a felicidade renegara
Onde hoje caminha num pântano de espinhos
Sombrio, sereno e sozinho
Triste, calado, renegado
Sonhos jogados aos ventos
Estando somente o seu corpo ao doce relento
O som da água da cachoeira caminha sobre o pântano
Onde o triste homem refugia-se
Onde o triste homem se esconde
Um homem escondido atrás de máscaras
De tristeza e alegria
De clareza que mesmo na clara luz do dia
Ainda se encontrava sombria
 O que se via era apenas agonia, misturada com alegria
Alguém que desprezava a felicidade da vida
Mas que em tempos de outrora
Vivia uma vida eufórica
Marcada por dia inesquecíveis e amizades
A solidão e a escuridão
Unidos a aquele homem que caminha sobre o triste céu vermelho
Que chora lágrimas de desespero
Chuva caí como se fosse um pesadelo
Mostrando aquele homem não ter medo
Enfrentar os encantos da morte e sair com a vitória
Até mesmo após beijar a morte
Corra até a ponte do arco-íris
A ponte que traz de volta os mortos
Ressurja como a fênix, ressurge das cinzas

Brilhe novamente e ascenda sua alegria aos céus

Mostre a vontade de viver aos que estão para padecer

Mostre a eles como é bom viver e como é bom sorrir

Mesmo estando perdido sem saber para onde ir

Espinhos ao longo do pântano, água para todos os cantos
A chuva caindo e todos os pássaros cessam seu canto
Perante o suave farfalhar das folhas

Que se faz ao singelo modo daquele sombrio homem caminhar

Sabem que por trás do ódio, sabe-se que ainda existe alguém que sabe amar!
Alguém que sabe respeitar, alguém que sabe cativar
Mesmo sangrando em espinhos, ainda sabe que não estás sozinho

Pois mesmo no leito de morte, ainda se mostra forte

Pois a morte e a vida estão sempre unidas
Mas é somente com as feridas

Que se aprende a viver

É a dor que nos mostra ainda termos vida
Por isso trate de vivê-la bem...

Meu caro e admirado amigo...

 

Thiago Henrique Alvarado

Dedicada a Sir Cadáver

Escrito por † Lord Sathonys † às 02:05:24
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Terça-feira , 07 de Novembro de 2006


Agonia das Almas

Ontem o sol não prefulgia...
Vertia lágrimas de sangue!
E somente lágrimas se via na face do sol!
Lágrimas de agonia... lágrimas ensanguentadas...
D'almas vãs, sombrias, crucificadas...
Chorando o trespasse do arrebol...
Choravam as pobrezinhas... choravam...
Elegias ao vento s'espalhavam
Rogando a Deus a morte acolhedora...
E por dentre elas, minha pobre alma sofredora
Ia catando as ilusões por ti pisadas...
Acolhia-as nas mãos, mirava-as ao céu,  gritando:
'' Ó Deus, amparai minhas ilusões ensanguentadas!
Amparai, Ó Deus, que sinto-as expirando!
Redivivei-as, Senhor, que elas já se vão finando!...''
E já, exausta, chorando e soluçando, caída ao chão
A sentir desprender-se as fibras do coração
Baixinho, já demente murmurava:
'' Recebei a nós, Senhor, tuas almas desgraçadas!''

(Senhor Cadáver)

 dedicatória a D...

Escrito por † Lord Sathonys † às 04:00:06
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Jardim dos Pecadores

Oh que jardins!
Oh que odores!
Oh que colônias!
Noites de insônias!
Bem-vindo ao Jardim dos Pecadores!

Escolha o pecado, sinta na pele as dores
Seja marcado à brasa ardente
Sob um sorriso delinqüente
Bem-vindo aqueles que morreram de amores

Onde o manto azul anil despencou
A luz dos olhos destes filhos se apagou
Onde a crença padeceu
Sobre o olhar cego de seus filhos
Desprovidos de cores, luzes e brilhos
Os fetos ateus

Onde morre, evapora, mas a cinza não desaparece
Onde a carne vive, mas se esquece
Colheitas fartas e duradouras
Hoje apodrecem durante a putrefação constante e destruidora

Beba do sangue da montanha
Vanglorie-se da destruição e ganância
Corte da árvore de espinhos a tua própria cruz
Com suas mãos nuas, retire os pedregulhos
E faça o seu caminho
Goteje sangue e demarque com ele o seu destino
Paguem os seus pecados
Veneradores e pecadores
Insultados e opressores
Humilhados e vingadores

Oh terra de ninguém
Onde os raios solares são frios e congelantes
Onde a noite é quente, sublime e bela
Onde é necessário acender as velas
Para que se possa ver
Os pecadores que rastejam pelo deserto escaldante
Que a cada segundo, seu corpo começa a apodrecer
Imploram a guarnição divina
Rogam pela absolvição dos pecados
Terra que vive e reina a hipocrisia
Ganância, ódio e orgias
Mancham a terra com suas utopias
Mancham a terra dia após dia

O sol ascende frio e sombrio
E a noite quente e alegre
Por ver os pecadores, rogarem preces
Enquanto...
Aos prantos...
Rastejam como vermes
Oh que jardins!
Oh que odores!
Oh que colônias!
Noites de insônias!
Bem-vindo ao Jardim dos Pecadores

 


Thiago Henrique Alvarado  "Arkadius"

Escrito por † Lord Sathonys † às 03:24:40
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Sábado , 23 de Setembro de 2006


Ilusão

A face que se esconde nas sombras, uma voz aprisionada no silencio, tudo que tenho é a essencia de sua alma, seu odio, trizteza, dor, e um grito de socorro, para que a salve da escuridão. Acho que me apaixonei, seria amor ou loucura??? Isso não sei... não sei nem mesmo se ela existe, ou se é apenas um personagem criado por minha mente. Espero descobrir um dia, Mas temo que nao seja real. Tento esquece-la, mas nao consigo nem mesmo afasta-la de meus sonhos, espero encontrá-la um dia, poder tocar seu rosto... sentir o calor de sua pele... ouvir sua doce voz.... poder dizer que a amo, ou acabar de vez com esse tormento!

Escrito por Maldito às 16:49:58
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