O homem que caminha no pântano de espinhos
Uma fogueira que no alto da montanha queimava
Hoje no fundo do mar se encontra
Uma chama que antes ardentemente queimava
Hoje apenas restos de cinzas sobrara
Um homem que a felicidade renegara
Onde hoje caminha num pântano de espinhos
Sombrio, sereno e sozinho
Triste, calado, renegado
Sonhos jogados aos ventos
Estando somente o seu corpo ao doce relento
O som da água da cachoeira caminha sobre o pântano
Onde o triste homem refugia-se
Onde o triste homem se esconde
Um homem escondido atrás de máscaras
De tristeza e alegria
De clareza que mesmo na clara luz do dia
Ainda se encontrava sombria
O que se via era apenas agonia, misturada com alegria
Alguém que desprezava a felicidade da vida
Mas que em tempos de outrora
Vivia uma vida eufórica
Marcada por dia inesquecíveis e amizades
A solidão e a escuridão
Unidos a aquele homem que caminha sobre o triste céu vermelho
Que chora lágrimas de desespero
Chuva caí como se fosse um pesadelo
Mostrando aquele homem não ter medo
Enfrentar os encantos da morte e sair com a vitória
Até mesmo após beijar a morte
Corra até a ponte do arco-íris
A ponte que traz de volta os mortos
Ressurja como a fênix, ressurge das cinzas
Brilhe novamente e ascenda sua alegria aos céus
Mostre a vontade de viver aos que estão para padecer
Mostre a eles como é bom viver e como é bom sorrir
Mesmo estando perdido sem saber para onde ir
Espinhos ao longo do pântano, água para todos os cantos
A chuva caindo e todos os pássaros cessam seu canto
Perante o suave farfalhar das folhas
Que se faz ao singelo modo daquele sombrio homem caminhar
Sabem que por trás do ódio, sabe-se que ainda existe alguém que sabe amar!
Alguém que sabe respeitar, alguém que sabe cativar
Mesmo sangrando em espinhos, ainda sabe que não estás sozinho
Pois mesmo no leito de morte, ainda se mostra forte
Pois a morte e a vida estão sempre unidas
Mas é somente com as feridas
Que se aprende a viver
É a dor que nos mostra ainda termos vida
Por isso trate de vivê-la bem...
Meu caro e admirado amigo...
Thiago Henrique Alvarado
Dedicada a Sir Cadáver